Otto Alejandro (PL), vereador de Campinas. Foto - Álvaro Jr/Câmara Municipal de Campinas
A Câmara Municipal de Campinas adiou, nesta segunda-feira (17), a análise do pedido que solicita a abertura de uma Comissão Processante (CP) para investigar o vereador Otto Alejandro (PL).
Otto Alejandro foi acusado por sua “namorada” de violência doméstica, ameaça, injúria e dano.
A sessão foi encerrada porque não atingiu o quórum mínimo de 17 vereadores, apenas 15 dos 33 parlamentares registraram presença na leitura do item que antecede a votação. Todos da base, incluindo o vereador Otto:
- Arnaldo Salvetti (MDB)
- Benê Lima (PL)
- Dr. Yanko (PP)
- Edison Ribeiro (União Brasil)
- Eduardo Magoga (Podemos)
- Filipe Marchesi (PSB)
- Guilherme Teixeira (PL)
- Hebert Ganem (Podemos)
- Luis Yabiku (Republicanos)
- Mineiro do Espetinho (Podemos)
- Nick Schneider (PL)
- Otto Alejandro (PL)
- Paulo Haddad (PSD)
- Roberto Alves (Republicanos)
- Rodrigo Farmadic (União Brasil)
Vereadores que não registraram presença:
- Ailton da Farmácia (PSB)
- Debora Palermo (PL)
- Fernanda Souto (Psol)
- Guida Calixto (PT)
- Gustavo Petta (PCdoB)
- Mariana Conti (Psol)
- Paolla Miguel (PT)
- Permínio Monteiro (PSB)
- Wagner Romão (PT)
Vereadores fora:
- Carlinhos Camelô (PSB)
- Carmo Luiz (Republicanos)
- Higor Diego (Republicanos)
- Luiz Rossini (Republicanos)
- Marcelo Silva (PP)
- Marrom Cunha (MDB)
- Nelson Hossri (PSD)
- Rubens Gás (PSB)
- Vini Oliveira (Cidadania)

O vereador Otto Alejandro nega as acusações. Durante a sessão, ele afirmou que é inocente e declarou que a própria denunciante teria solicitado o arquivamento do caso. Alejandro ainda criticou a abertura do processo, dizendo que o pedido tem “caráter político” e que há tentativa de prejudicar seu mandato.

A vereadora Debora Palermo (PL) detonou o parlamentar que é da mesma legenda. “Otto Alejandro que é um agressor de mulheres. Acusado pela namorada. Um homem casado acusado pela namorada. Um vereador reincidente em agressões. Há poucos meses ele quebrou o celular de um motorista de ônibus, jogou pedra no ônibus”, disparou.

A possibilidade de abertura da Comissão Processante movimentou os bastidores da Casa e elevou o clima de tensão entre parlamentares.
Se aprovado, o pedido dará início à Comissão Processante, responsável por conduzir depoimentos, reunir documentos e, ao final, apresentar um parecer que pode recomendar desde o arquivamento até a cassação do mandato.

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