Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
O movimento de greve anunciado por alguns grupos de caminhoneiros para esta quinta-feira (4) não deve avançar em Campinas e nem no estado de São Paulo.
“Os caminhoneiros autônomos de Campinas não vão entrar na greve. Nos grupos que temos conversado, ninguém vai aderir essa movimentação de greve”, afirmou Thiago Carvalho ao Portal Campinas Notícias.
Ele é representante do Sindicato dos Condutores Autônomos de Veículos Rodoviários de Campinas e Região (SCAVR) e da Associação Nacional dos Transportadores Autônomos de Cargas (ANTRAC).
Segundo Carvalho, após conversas com lideranças da categoria, ficou entendido que não há mobilização conjunta suficiente para que uma paralisação aconteça de forma eficaz.
“É algo que não adianta: os motoristas autônomos pararem e os frotistas continuarem trabalhando.Tem que ser uma greve em grupo, para cobrar algumas reivindicações importantes para os profissionais”, disse.
Carvalho também explica que, sem adesão dos frotistas, os motoristas autônomos ficam em desvantagem.
“Se parar só o autônomo, ele fica dias sem trabalhar e o prejuízo no bolso é muito grande. Muitas vezes, ele não consegue recuperar esse valor depois”, comenta.
Apesar das discussões sobre insatisfação na categoria, o representante reforça que não há articulação suficiente para uma paralisação de grande porte neste momento. As atividades devem seguir normalmente na região de Campinas e no estado.
Quais são as principais reivindicações dos caminhoneiros?
Entre as principais demandas dos caminhoneiros estão:
- Espaços adequados para estacionamento e descanso ao longo das rodovias;
- Problemas relacionados à tabela de frete, que vem sendo motivo de atrito com algumas transportadoras;
- Reclamações sobre a fiscalização da ANTT, apontada por motoristas como um dos fatores que têm dificultado a contratação de autônomos;
- A baixa demanda por caminhões do tipo LS, que transportam cerca de 32 toneladas.
“O problema não é o aumento de frete. O problema é que as transportadoras não estão carregando mais os caminhões LS. Elas preferem carregar um caminhão maior porque o frete sai mais em conta pela quantidade transportada. Às vezes, pagam por um LS o mesmo que pagariam por um caminhão maior. O Brasil está tendo bastante problema nessa questão”, complementou Thiago Carvalho.
