Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Os dois piores massacres que ocorrem, recentemente, em Campinas, completarão 7 e 9 anos neste final de 2025: as chacinas da Catedral em 2018 e do Réveillon em 2016.
Há quase sete anos, na tarde de 11 de dezembro de 2018, fiéis que participavam da missa do meio-dia na Catedral Metropolitana de Campinas foram surpreendidos por um ataque armado.
O autor, Euler Fernando Grandolpho, de 49 anos, abriu fogo indiscriminadamente dentro do templo. Quatro pessoas morreram no local, uma quinta vítima não resistiu aos ferimentos em hospital.

Segundo as investigações, o atirador havia planejado o crime há vários anos. Diário e anotações encontrados em sua casa indicavam intenção de cometer algo “grandioso”.
A arma utilizada, uma pistola calibre 9 mm de uso restrito, provavelmente fora adquirida ilegalmente no Paraguai. O atirador fez 22 disparos, incluindo o que tirou a própria vida.

No inquérito final, a polícia concluiu que ele agiu sozinho e que não havia conspiração ou organização por trás do ataque; a motivação estaria associada a graves transtornos psíquicos.
A tragédia gerou choque e ampla comoção. As celebrações religiosas na catedral foram suspensas temporariamente, e parentes buscaram explicações para a brutalidade e aleatoriedade do crime.
Chacina de Réveillon em Campinas na virada de 2016 para 2017

Os dias 31 de dezembro de 2025 e 1º de janeiro de 2026 vão marcar 9 anos do maior feminicídio em massa da história recente do país.
Na virada de ano de 2016 para 2017, um crime chocou Campinas e revelou as dimensões da violência contra a mulher.
Durante uma festa de Réveillon numa casa da Vila Proost de Souza, um homem invadiu o local e assassinou violentamente familiares de sua ex-esposa antes de cometer suicídio.

O autor, Sidnei Ramis de Araújo, de 46 anos, matou 12 pessoas, entre elas a ex-esposa, Isamara Filier, de 41 anos, e o filho dela, João Victor Filier de Araújo, de 8 anos.

Ele usou uma pistola calibre 9 mm e efetuou os disparos pouco antes da meia-noite, quando a festa de ano-novo se desenrolava. Depois do crime, Sidnei tirou a própria vida.
O ataque foi classificado como feminicídio e crime familiar de grande gravidade: nove das vítimas eram mulheres.
Antes da tragédia, a ex-esposa já havia registrado vários boletins de ocorrência relatando ameaças e violência contra ela e o filho, apontando histórico de agressões.
