Os envelopes com as propostas das empresas interessadas na nova licitação do transporte coletivo de Campinas (SP) foram recebidos nesta quarta-feira (25), na Bolsa de Valores (B3), em São Paulo.
A concessão está estimada em cerca de R$ 11 bilhões ao longo de 15 anos.
O sistema foi dividido em dois lotes (Norte e Sul) e a sessão pública contou com a presença de membros da comissão especial de contratação, responsável pela condução do processo.
Nesta etapa, foi realizado o recebimento do chamado Envelope 1, que reúne:
- Garantia da proposta
- Documentos de representação
- Declarações exigidas no edital
O conteúdo será analisado pela comissão, e a decisão sobre a habilitação das concorrentes será publicada no Diário Oficial de Campinas.
Quem participa
Disputam a concessão:
- Sancetur Santa Cecília Turismo Ltda (Lote Norte e Lote Sul)
- Consórcio Mov Campinas (Lote Norte)
- Consórcio Grande Campinas (Lote Norte)
- Consórcio VCP Mobilidade (Lote Sul)
- Consórcio Andorinhas (Lote Sul)
Agora começa a fase de análise técnica e jurídica das propostas. Após essa etapa, serão abertas as propostas de valores.
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Concessão do transporte público de Campinas prevê R$ 11 bilhões e mudanças estruturais
A nova licitação não trata apenas da operação de ônibus. O contrato envolve um novo modelo de governança e gestão financeira do sistema.
Entre os principais pontos do edital estão:
- Divisão da cidade em dois lotes operacionais
- Disputa realizada na Bolsa de Valores (B3)
- Criação de uma SPE (Sociedade de Propósito Específico) para gerir a bilhetagem
- Participação da Emdec como sócia dessa empresa
- Previsão de 810 ônibus ao longo do contrato
- Implantação de 60 ônibus elétricos durante a concessão
- Meta de idade média da frota de até 5 anos já no primeiro ano
O modelo estabelece que a arrecadação da tarifa passará por essa empresa específica de bilhetagem. Segundo o edital, a Emdec terá poder de veto e acesso às contas, além de participar da gestão.
Caso a tarifa paga pelo usuário não seja suficiente para cobrir os custos do sistema, a diferença poderá ser complementada por subsídio municipal.
Emdec será sócia na bilhetagem do transporte público de Campinas (SP)
Em entrevista à TV Câmara, o presidente da Emdec, Vinicius Riverete, afirmou que o pagamento das concessionárias será atrelado à qualidade do serviço prestado.
Segundo ele, haverá critérios objetivos de avaliação, como atraso nas viagens e desempenho operacional, que poderão influenciar na remuneração das empresas.
Riverete também destacou:
- Investimento estimado em quase R$ 1,9 bilhão na renovação da frota
- Exigência de veículos no padrão Euro 6, menos poluentes
- Meta de idade média dos ônibus de até 5 anos já no primeiro ano
De acordo com o presidente da Emdec, após mais de duas décadas com o contrato anterior, a expectativa é que 2026 marque o início das primeiras mudanças estruturais no transporte coletivo da cidade.
A definição das vencedoras deve ocorrer após a conclusão das etapas de habilitação e análise das propostas financeiras.

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