José Albert de Menezes, condenado a 33 anos de prisão por matar Maria Carolina Almeida e jogar o corpo no bueiro, morreu no último sábado (8).
De acordo com o advogado Gustavo Mayoral, o falecimento ocorreu em um hospital de Aparecida, na região do Vale da Paraíba Paulista.
O preso estava cumprindo pena na Penitenciária 1 de Potim (SP) e havia sido internado no dia 4 de novembro, supostamente por complicações pulmonares relacionadas à tuberculose.
José Albert Menezes confessou que asfixiou Maria Carolina Almeida Vieira, de 26 anos, no bairro Jardim Pérola, durante uma discussão em setembro de 2023.
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Após o feminicídio, ele afirmou que pegou o corpo e jogou dentro do bueiro, que fica na esquina Rua do Couro com a Rua do Chá.
Advogado levanta suspeitas sobre morte de detento condenado por feminicídio em Santa Bárbara d’Oeste
O advogado de defesa, Gustavo Mayoral, afirmou que o caso é cercado de inconsistências e que a família não foi avisada sobre o estado de saúde ou o óbito do detento.
Segundo o defensor, os familiares receberam uma ligação na manhã desta segunda-feira (10) informando que o corpo havia sido levado ao Instituto Médico Legal (IML), com a justificativa de que ele teria morrido por causas pulmonares.
No entanto, ao checar as informações, Mayoral descobriu que havia sido registrado um boletim de ocorrência relatando suspeita de intoxicação por potássio. “Não dá para afirmar com certeza o que aconteceu, mas a descrição médica aponta nesse sentido”, afirmou o advogado.
O IML de Guaratinguetá (SP), responsável pela necropsia, informou que a morte teria ocorrido em decorrência de uma grave tuberculose, que teria evoluído para sepse (infecção generalizada). Mayoral questiona, porém, por que o preso não foi levado antes ao hospital, já que, segundo o IML, o quadro era considerado grave.
Ele também criticou a falta de comunicação da Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) com os familiares e disse ter recebido relatos de que o órgão teria solicitado o sepultamento imediato do corpo. A defesa informou ainda que o IML coletou amostras de coração, rim e pulmão para exames complementares, cujo resultado deve demorar.
A família estuda pedir uma investigação independente para apurar a real causa da morte. Com o falecimento, o processo criminal deve ser encerrado, mas a defesa afirma que vai acompanhar o caso até o fim para garantir que as circunstâncias da morte sejam devidamente esclarecidas.
SAP diz que preso foi prontamente atendido e presta apoio aos familiares
A Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) informou o preso citado passou mal na unidade de Potim no dia 5 de novembro e foi prontamente atendido, sendo encaminhado ao hospital da região, onde faleceu três dias depois.
“O Serviço de Assistência Social do Complexo Penal de Potim tem prestado todo o apoio à família, inclusive intermediando, com o serviço social do município, a cobertura das despesas de translado e sepultamento. O preso não indicou a existência de parentes em seu rol de visitas, o que dificultou o contato inicial”, disse através de nota enviada ao Campinas Notícias.
Ainda de acordo com a SAP, o sepultamento do reeducando ainda irá ocorrer e foi instaurado procedimento para verificar as circunstâncias do ocorrido. “Mais informações sobre questões de saúde não podem ser fornecidas por direito ao sigilo médico”, finalizou.
