Israel inicia deportações de ativistas da flotilha humanitária para Gaza. O governo de Israel anunciou nesta sexta-feira (3) as primeiras deportações de ativistas que participavam da flotilha Global Sumud, uma missão internacional que buscava levar ajuda humanitária à Faixa de Gaza.
Entre os detidos estão ao menos 12 brasileiros, incluindo a deputada federal Luizianne Lins (PT-CE) e a vereadora de Campinas Mariana Conti (PSOL).

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O governo brasileiro reagiu com firmeza, classificando a ação israelense como “ilegal e arbitrária”.
A ação ocorre após a interceptação de embarcações pelo exército israelense em alto-mar, sob alegação de violação do bloqueio naval imposto ao território palestino.
Segundo comunicado oficial do Ministério das Relações Exteriores de Israel, quatro cidadãos italianos já foram deportados. Os demais ativistas, detidos durante a operação, estão em processo de deportação. “Israel quer encerrar este procedimento o mais rápido possível”, afirmou o ministério na rede social X.
A última embarcação da flotilha, chamada Marinette, foi interceptada às 10h29 (horário local), a cerca de 42,5 milhas náuticas de Gaza. Os organizadores da missão acusam Israel de agir ilegalmente ao interceptar 42 barcos que transportavam voluntários e suprimentos essenciais para a população palestina.
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A flotilha tinha como objetivo romper o cerco imposto por Israel à região, considerado por ativistas e organizações internacionais como uma violação dos direitos humanos.
Em nota, o Itamaraty exigiu a libertação imediata dos cidadãos brasileiros e demais defensores de direitos humanos, e notificou formalmente o governo de Israel sobre sua inconformidade com a operação.
A flotilha Global Sumud é composta por embarcações civis de diversos países, com voluntários que se mobilizaram para prestar solidariedade ao povo palestino em meio à crise humanitária agravada pelos conflitos na região.
A interceptação e deportação dos ativistas geraram reações internacionais, com governos e organizações exigindo explicações e responsabilização por possíveis abusos cometidos durante a operação.
A situação permanece tensa, com novos desdobramentos esperados nos próximos dias, especialmente diante da pressão diplomática crescente sobre Israel e da mobilização de familiares e apoiadores dos ativistas detidos.
