Em meio a casos de intoxicação por metanol em São Paulo, a Polícia Civil fechou uma fábrica de falsificação de bebidas em Americana na manhã desta terça-feira (30) e prendeu duas pessoas.
A operação foi coordenada pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) e aconteceu numa chácara na zona rural da cidade. Os presos devem responder por crimes contra a propriedade material, saúde pública e relação de consumo.
No local, os agentes da 1ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG) Antipirataria encontraram uma estrutura completa para a produção e envase de uísque, gim e vodka. Foram apreendidos mais de 17,7 mil produtos, entre garrafas, rótulos e insumos.
Apesar da gravidade da operação, não foi identificado metanol entre os materiais recolhidos.A ação contou com o apoio da Associação Brasileira de Bebidas e de uma empresa de e-commerce, utilizada pelos falsificadores para comercializar parte dos produtos.
Segundo o delegado Wagner Carrasco, a investigação durou mais de um mês.
“A fábrica era muito bem estruturada e abastecia não só o comércio local, mas também a capital paulista”, afirmou.
Casos de intoxicação por metanol em bebidas falsificadas em São Paulo
A operação ocorre em um momento de alerta no estado de São Paulo: desde junho, seis casos de intoxicação por metanol foram confirmados, com três mortes registradas – em São Bernardo do Campo, na capital e um terceiro caso ainda sob investigação quanto ao local de residência.
Outros 10 casos estão sendo apurados, e um foi descartado.
Somente em 2025, a DIG Antipirataria já apreendeu mais de 14 milhões de produtos falsificados, entre bebidas, rótulos e insumos, com 20 pessoas presas e cinco indiciadas por envolvimento em esquemas de falsificação.
As investigações continuam para identificar outros envolvidos na rede criminosa.
