O porteiro Rodnei Ferraz, de 48 anos, afirma ter sido vítima de ofensas racistas enquanto trabalhava no Colégio Objetivo de Barão Geraldo, em Campinas (SP).

Segundo o relato à Polícia Civil, ao chamar a atenção de três alunos que deixavam o portão aberto (situação que poderia colocar os adolescentes em risco) ele teria sido chamado de “sub-raça” e “macaco”.
Rodnei afirma que procurou a direção da escola após o episódio, mas se sentiu “completamente deixado de lado”. Abalado emocionalmente, ele deixou o trabalho. De acordo com a vítima, o caso ocorreu em 15 de dezembro de 2025.
Veja a cronologia do caso de suposto racismo em escola de Campinas (SP)

Nesta sexta-feira (13), o porteiro foi à Delegacia de Campinas para prestar novo depoimento, acompanhado de sua advogada Marília Martins de Souza.
Ela explicou à reportagem que o caso encontra-se sob segredo de justiça, por envolver menores de idade, e, por esse motivo, não é possível divulgar detalhes do procedimento ou qualquer informação sobre os envolvidos.
“O que podemos afirmar é que a situação está sendo devidamente apurada pelas autoridades competentes e que a vítima agora está recebendo todo o suporte jurídico necessário”, disse a advogada.
O que diz o Colégio Objetivo?
Questionado pelo Campinas Notícias, o Colégio Objetivo informou que Rodnei foi demitido em 18 de dezembro e que desligamentos costumam ocorrer nos últimos dias letivos do ano, sendo uma prática histórica da instituição.
Segundo o colégio, a saída do funcionário não tem relação com o suposto caso.
Em nota, a escola afirmou ainda que o episódio está sob investigação, que não há conclusão oficial até o momento e pediu que o tema seja tratado com ética e responsabilidade.
A instituição declarou também que está colaborando com as autoridades competentes.
O caso é apurado pela Delegacia da Infância e Juventude de Campinas e corre em segredo de Justiça, já que os alunos envolvidos são adolescentes.
