Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
O Rio de Janeiro viveu um cenário de guerra nesta terça-feira (28) durante e após uma megaoperação da Polícia contra o Comando Vermelho (CV) nos complexos do Alemão e da Penha.
Até momento, foram ao menos 64 mortes, sendo quatro policiais, e 81 detidos, segundo dados oficiais do estado.
A operação foi classificada pelo governo estadual como a mais letal da história do estado. VEJA O VÍDEO ABAIXO
Denominada Operação Contenção, a ofensiva mobilizou cerca de 2.500 agentes das polícias Civil e Militar do estado, com apoio de helicópteros, blindados e forças especiais.
O objetivo declarado era desarticular a estrutura da facção Comando Vermelho (CV) nos dois complexos, considerados redutos estratégicos da organização.
Durante os confrontos, foram registradas barricadas em chamas, uso de drones por criminosos para lançar explosivos e bloqueios de vias expressas importantes na cidade.
As apreensões até o momento incluem mais de 70 fuzis, pistolas, granadas, dezenas de motocicletas e significativa quantidade de drogas.
Governador do Rio de Janeiro critica Governo Lula
O governador do estado, Cláudio Castro (PL), afirmou que “esta é uma guerra que ultrapassou as competências do Estado” e pediu mais apoio federal, sugerindo inclusive a participação das Forças Armadas para conter a criminalidade organizada.
Castro cobrou o governo federal e afirmou que o estado está “sozinho” na luta contra o crime organizado. “Em 2010, o Brasil inteiro viu um trabalho de integração, e hoje o Rio está sozinho”, reclamou o governador fluminense.
Em contrapartida, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, negou ter recebido qualquer pedido oficial por parte do Governo do Estado do Rio de Janeiro para apoio federal específico à operação.
“Não recebi nenhum pedido do governador do Rio de Janeiro, enquanto ministro da Justiça e Segurança Pública, para esta operação. Nem ontem, nem hoje, absolutamente nada”, afirmou Lewandowski
Além disso, o ministério divulgou nota na qual informa que, desde outubro de 2023, atua no Rio por meio da Força Nacional de Segurança Pública, que teria atendindo 11 solicitações de renovação de atuação no estado.
A nota também apresenta balanço da Polícia Federal (PF) no estado. Em 2025, foram 178 operações, com mais de 200 prisões, apreensão de armas e de grandes quantidades de drogas.
Moradores do Rio de Janeiro viveram um dia de guerra na “cidade maravilhosa”
A ação deixou moradores em situação de pânico, com ruas cercadas, vias bloqueadas e serviços públicos (escolas, transporte) suspensos ou afetados.
A megaoperação realizada nos complexos do Alemão e da Penha representa um marco na escalada da violência urbana no Rio de Janeiro, com dimensões extraordinárias tanto em intensidade quanto em consequências.
A divergência entre o governo estadual e o federal sobre apoio e coordenação evidencia o desafio persistente na articulação institucional para enfrentar o crime organizado no país.
Quais são os pontos da Guerra no Rio de Janeiro?
- A operação marca o maior número de mortes em uma ação policial no estado do Rio de Janeiro, superando incidentes anteriores.
- Demonstra o nível de confrontação entre forças de segurança e facções criminosas, com aparente militarização do combate ao tráfico e armas.
- Reascende o debate sobre a coordenação entre esfera estadual e federal na segurança pública. Quem assume quais responsabilidades?
- Coloca em evidência os efeitos para a população local: moradores de comunidades já vulneráveis ficam no meio de operações de alta intensidade, com graves impactos sociais.

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