A Secretaria de Educação do Estado de São Paulo respondeu sobre o caso da mulher grávida de quatro meses que afirma ter sido agredida por duas mulheres, entre elas a cozinheira da escola onde o filho estuda, após reclamar da merenda servida aos alunos.
O caso aconteceu na tarde do dia 31 de outubro nas proximidades da Escola Estadual Professor Carlos Cristovam Zink, em Campinas (SP). Em nota enviada ao Campinas Notícias, a Unidade Regional de Ensino (URE) Campinas Oeste disse que repudia toda e qualquer forma de violência, dentro ou fora do ambiente escolar.
“O conflito ocorreu fora da escola, e a equipe gestora da unidade agiu prontamente para acolher a vítima e identificar as agressoras. As duas mulheres envolvidas eram funcionárias terceirizadas e foram desligadas pela empresa contratada”, declarou.
A direção da escola reforçou a orientação às novas colaboradoras dos serviços de alimentação sobre a adequação das dietas restritivas, a fim de atender às solicitações das famílias.
“O boletim de ocorrência foi registrado e caso foi inserido na Plataforma do programa Conviva SP. A direção da escola permanece à disposição da comunidade escolar para eventuais esclarecimentos”, complementou.
Relembre o caso: grávida diz que foi agredida após reclamar de merenda em Campinas

Segundo a Polícia Militar, a vítima, identificada como Adriana Soares da Silva, apresentava escoriações, inchaço no rosto, braços e pernas, além de relatar fortes dores abdominais.
Ela contou que levou socos, chutes e empurrões de duas mulheres. A diretora da escola disse à PM que as agressoras seriam uma cozinheira da própria escola e a filha desta, que é funcionária de outra unidade escolar.
Ainda de acordo com a diretora, o desentendimento começou após Adriana reclamar da alimentação oferecida aos filhos, que teriam restrições alimentares. O conflito acabou em agressão física, e as suspeitas fugiram antes da chegada dos policiais.
Devido ao estado da vítima e ao risco de complicações na gestação, os policiais a levaram para atendimento médico. No caminho, encontraram a equipe de resgate, que realizou os primeiros socorros e a encaminhou ao hospital da PUC-Campinas.
A médica responsável informou que a mulher passou por tomografia, recebeu medicação e permaneceu em observação. As agressoras não foram encontradas em casa, e o caso segue em investigação pela Polícia Civil.
